terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Não consegue ter relação sexual? Um novo depoimento

Mais um depoimento lindo que recebemos. Trabalho feito com amor e dedicação, mas tudo seria em vão se VOCÊ querida, não estivesse aberta a ir em frente com seu objetivo. Nada nessa vida vem por acaso e sim tudo com um propósito. Parabéns pelo seu empenho e vontade de passar por cima de suas barreiras e por deixar te mostrar que no final tudo foi simples. E como você mesmo disse, 1 mês....Beijos e obrigada pela confiança.



"Com muita alegria, venho compartilhar com vocês.
Eu venci!!
Agradeço imensamente a Deus, por ter me dado esperança que gerou muita perseverança e por ter gerado em mim sonhos que me impulsionava para não desistir e por me abençoar com anjos que foram extremamente essenciais: meu esposo e melhor amigo que em todo tempo acreditou em mim, investiu tempo, grana e muita paciência, sem o amor dele não teria conseguido. Ele me amou em todo tempo.
E aos profissionais que me auxiliaram com tanto profissionalismo e carinho: minha psico querida Alê que me adotou, rsrs, e vibrou comigo em cada progresso e teve uma paciência divina com minha teimosia e com os meus “NÃO’S”.
Obrigada Alê, por me abençoar tanto.
A querida fisio Lisânia pela atenção e por sempre estar disposta a sanar minhas dúvidas com tanto amor pelo que faz e a Alini, fisio querida, que conheci no final da luta, mas que foi fundamental, essencial para que eu superasse. Nunca vou esquecer. "Se eu tirar você perde!"rsrs, minha competitividade era acionada com essa frase!! Rsrs. Alini, Obrigada por amar o que faz, isso faz total diferença e reflete com certeza no seu  sucesso profissional. Palavras não expressam minha gratidão, após tantas frustrações.
Vocês foram meus anjos! Gratidão eterna!
Vou tentar ser breve, a luta durou aproximadamente mais de 5 anos. As
possíveis causas, foram: Educação familiar repressora; Religiosidade; histórico de abuso sexual na infância; falta de informação e algo que colaborou para que fosse mais lento o processo foi a falta de informação de alguns profissionais que pedi "socorro", mas fiquei sem resposta.
Outra coisa que atrasou muito o tratamento foi minha ansiedade e minha teimosia, que muitas vezes achei que me ajudaria como ajuda em outras situações, mas neste caso não.
Eu precisava de ajuda e por mais que desde o início eu procurava ajuda, ainda não tinha encontrado o procedimento correto e dado a atenção e importância devida.
Cada caso é um caso, mas talvez alguém se identifique comigo.
Cansei de abrir minha vida e não ter o retorno esperado. Sempre fui independente para muitas coisas e com as frustrações e minha teimosia quis buscar a cura sozinha e muitas
vezes tinha certeza que conseguiria, mas cheguei no meu limite físico
e psicológico e esse limite gerou muito sofrimento.
Precisava viver um dia de cada vez e foi que então, após utilizar dilatadores por anos e estacionar no último, conseguir fazer o preventivo sem dor nenhuma, ter conseguido relação, porém com muita ardência e queimação.
Eu precisei decidir em me disponibilizar para cura total. Até porque meu objetivo nunca foi apenas a penetração, mas tê-la sem dor.
Tanto é que eu conseguia vibrar com cada progresso, mas não tinha a alegria da conquista.
Disponibilizar?? Sim, foi preciso investimento de tempo, dinheiro (não estava estabilizada financeiramente, coloquei como prioridade) e
principalmente investir em calma, tirar o foco, para aliviar a ansiedade nas semanas e/ou meses que estaria realizando as sessões de
fisio. Algo que foi extremamente importante foi tirar o título de Vagínica. Tem vezes que eu me peguei tendo dó de mim, me vitimizando, dizendo que não tinha culpa de ter o Vaginismo. E por aí vai. Algo importante foi dizer pra mim que "estou" com vaginismo e não "sou" Vagínica. O "estar" é algo temporário, agora o "ser" dava entender que seria uma luta eterna. O "estar" aliviou o peso que o ser deixou. Posso dizer que muitas vezes me sentia que não era mulher e que faltava eu ter uma penetração para me sentir completa.
Hoje dou risada disso, pois vejo como minhas crenças mudaram neste tempo, como cresci como mulher. E não é o que eu sinto, ou com o que estou que me define. Nunca imaginei que diria isso, mas eu me conheci como mulher antes de ter a penetração. Tinha sim vários questionamentos, mas percebi que muitos colaboraram para meu bem. Conhecer meu corpo, minhas limitações, ir sempre além, mesmo com aquela ardência, reforçava que eu era muito mulher.
A força brotava sempre do Amor.
Amor pela vida, Amor pelo meu amor, Amor pelos meus filhos que ainda nem tenho rsrs e sei que era o próprio Amor (Deus) que gerou isso em mim. Outro detalhe é questão da minha idade. Estava com quase 30 anos e agora? Meus planos de ser mãe antes do trinta também me intrigavam. E sempre falei que queria que  o problema estivesse resolvido, sobre o controle para futuramente não atrapalhar na minha família que ainda está para se completar. Não poderia incluir mais uma pessoa nisso e que talvez sofresse consequências que não poderia passar.
Daria para escrever um livro com tudo que tenho a dizer, mas para tentar finalizar o meu encorajamento fica pra você mulher que quer superar Vaginismo ou outro  tipo de dispareunia. Procure profissionais...não perca tempo!! Às vezes sinto que perdi tempo... mesmo tudo tendo seu tempo. Invista tempo, disponibilidade e será necessário também investir $$ (faça uma poupancinha para conseguir dar uma continuidade, se for necessário empreste dinheiro, dentro da capacidade de pagar, rsrs, mas  não perca as esperanças). Os atendimentos de Psico e Fisio foram essenciais para superação, repito, cada caso é um caso, mesmo que não consiga manter os dois, procure uma fisio assim ela poderá te avaliar e te sugerir formas de tratamento. Já adianto as sessões pra mim não foram fáceis. Desta última vez que procurei ajuda de uma fisio eu já não tinha contrações involuntárias,  conseguia inserir o ultimo dilatador e mesmo assim foi preciso 8 sessões para que não sentisse mais a ardência. Não adiantava eu querer ser curada em 3 sessões, meu corpo e minha disponibilidade teria que colaborar.  Tinha dia que me dava vontade de desistir. Tinha dia que sentia muita ardência, mas hoje vi que foi muito, muito, muito importante, toda ardência era eu evoluindo. Muitas vezes eu falava porque eu tenho que passar por isso, mas quando eu estava ali eu sentia confiança no trabalho dela e graças a disponibilidade de ambas as partes com 8 sessões eu tive minha primeira relação sem dor nenhuma. Já testamos algumas posições e estamos muito felizes com cada conquista.
Semana que vem ainda tenho sessões e após a alta quero continuar com os atendimentos pelo menos mensal para ver se está tudo dentro do esperado.
Só para constar, foi menos de um mês que fui na primeira consulta. Isso foi incrível!!!
Torço por você!
Vaginismo e Dispareunia tem cura, sim!"

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Porque posso ter incontinência urinária?

A incontinência urinária (qualquer quantidade de perda urinária de forma involuntária ou sem desejar), infelizmente está presente na vida da mulher cada vez mais cedo. Isso pode ser por vários fatores. 

Alguns deles são:

  • Sobrepeso;
  • Atividade física de impacto;
  • Gestação;
Situação de esforço que levam ao enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico.

Prevenção: conhecer, fortalecer e aprender a coordenar seu assoalho pélvico. O assoalho pélvico ou períneo (grupo de músculos) é responsável por evitar a perda urinária.

"O fisioterapeuta pélvico é o responsável por avaliar, prevenir e tratar as disfunções que a fraqueza desses músculos porem acarretar."

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Saúde Sexual e o Pompoarismo

Você sabia que a sexualidade humana depende de uma resposta sexual ideal?
Mas qual seria?
Vamos explicar.
A resposta sexual contém algumas fases como desejo, excitação, fase platô, orgasmo e resolução. Cada uma delas tem sua importância que gera mudanças no corpo humano, o que são fundamentais para o ato sexual satisfatório. A deficiência ou falta de uma dessas fases, pode ser a causa para uma disfunção sexual (ato sexual não prazeroso).
Outra forma de manter ou ter prazer sexual é exercitando os músculos do assoalho pélvico ou o famoso PERÍNEO (grupo de músculos que sustenta os órgãos pélvicos).
O exercício para o períneo ainda é conhecido como POMPOARISMO, porém ele é uma técnica criada e muito utilizada há muitos anos na Índia, que se passa de mãe para filha sendo aperfeiçoada na Tailândia.
A utilização dessa técnica, requer cuidados, alguns movimentos realizados com repetições excessivas podem levar a prolapsos de órgãos pélvicos.
As comprovações científicas realizadas com o passar dos anos mostraram que o pompoarismo é nada mais nada menos que exercícios perineais. Esses exercícios como contração, relaxamento e coordenação melhoram a irrigação sanguínea local, prazer sexual e previnem também a incontinência urinária, fecal e disfunção sexual.
A fisioterapia pélvica é a especialidade que atua diretamente com esses exercícios proporcionando "saúde sexual" assim como a continência urinária e fecal.



Procure um profissional especializado e priorize o cuidado com a sua saúde sexual!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Você conhece a FISIOTERAPIA PÉLVICA?

Conheça um pouco sobre o que é a Fisioterapia Pélvica e quais disfunções tratamos através dessa reportagem que segue abaixo.
Fonte: Revista Sucesso

http://www.sucessolondrina.com.br/revista/sucesso/revista-sucesso-edicao-158-ano-17/materias/alini-cardoso-e-lisania-saisu


Alini Cardoso e Lisânia Saisu

Fisioterapeutas especializadas atuam na prevenção, tratamento e reabilitação das disfunções do assoalho pélvico
Você sabia que problemas como incontinência urinária e constipação intestinal podem ser tratados por meio da fisioterapia? A fisioterapia pélvica é a especialidade que atua na prevenção e tratamento das disfunções do assoalho pélvico em homens, mulheres e crianças. Entre as disfunções mais comuns, as fisioterapeutas Alini B. Cardoso e Lisânia Y. Saisu destacam as miccionais; sexuais, no caso das mulheres; e anorretais, que atingem adultos e crianças. Alini e Lisânia são especialistas em fisioterapia pélvica pela CBES – Grupo Educacional, com formação em pilates clínico e em uroginecologia. Atuam na especialidade há 9 anos e, há seis, atendem em parceria na UROCORe Centro de Urologia.
Além de exercícios específicos para a musculatura perianal, como contrações isoladas do períneo em diferentes posturas, o tratamento inclui o uso de um aparelho de Biofeedback, que atua por eletromiografia (EMG). “O aparelho é conectado à borda anal por eletrodos de superfície, ou seja, não há a necessidade do uso de sondas internas. Ele avalia a contração e relaxamento dos músculos do assoalho pélvico, a coordenação do músculo, força, entre outros aspectos”, comenta Alini. Com a ação do músculo transformada em gráfico, as profissionais conseguem visualizar melhor o que acontece com o músculo e avaliar a melhor forma de agir. O mesmo aparelho é também usado no tratamento, por cinesioterapia.
Outra técnica utilizada pelas fisioterapeutas, quando necessário, é a eletroterapia, indicada para os casos de urgência miccional. “Através de eletroestimulação, o nervo tibial passa informação para o músculo da bexiga, atuando na reabilitação”, explica Lisânia.
Principais disfunções - Segundo as fisioterapeutas, as disfunções sexuais estão entre as maiores queixas das pacientes mulheres. “Principalmente vaginismo, que consiste na contração involuntária da região vaginal, impedindo a penetração e inviabilizando até mesmo exames ginecológicos; e dispareunia, quando há dor durante a relação sexual.” Outro problema comum são as urgências miccionais, com ou sem perda de urina, que, se não tratadas, comprometem a qualidade de vida do paciente. “Muitas pessoas têm sua vida social limitada pelo problema, condicionando suas saídas de casa e viagens ao acesso ao banheiro, sem saber que o tratamento é simples”, comenta Alini.
No caso dos homens, a incontinência pode estar ligada à prostatectomia (cirurgia de próstata), além de doenças neurológicas ou traumas, entre outras causas.  Já a prisão de ventre pode ter influência da alimentação e do hábito de não atender à urgência para evacuar, quando ela se manifesta. “Nesses casos, trabalhamos em parceria com nutricionistas, para melhorar a dieta. Com a reabilitação, o paciente reaprende a relaxar e contrair a musculatura da forma adequada”, aponta Lisânia.
O tratamento dura no mínimo 10 sessões, mas os exercícios aprendidos na terapia devem ser praticados pelos pacientes, de forma independente, por toda a vida. Caso contrário, segundo as fisioterapeutas, o problema acaba voltando.
UROCORe Centro de Urologia
Rua Coração de Maria, 145, Londrina PR
(43) 3341-5166 / (43) 3322-1988
Blog: fisiouroginecologia.blogspot.com
Facebook: Fisioterapia Pélvica em Londrina


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Como ficar com o abdômen forte no pós parto?

Após o parto todas as mulheres ficam preocupadas com a barriga, ou melhor, seu abdômen que ficou flácido ou até mesmo aquela protuberância que tanto incomoda.
O que você pensaria em fazer?? "Acho que preciso fazer abdominais..." E assim passa o tempo e nada é feito...

Quer uma dica? Exercício abdominal não é a forma ideal de melhorar.
O exercício abdominal no pós parto pode favorecer para flacidez vaginal e até perda de xixi.
A solução então é a GINÁSTICA HIPOPRESSIVA.


Esse é um exercício que trabalha principalmente os abdominais e como consequência ativa os músculos do períneo. 

Ela é eficiente para prevenção e tratamento de disfunções como a incontinência urinária,  diástase abdominal, dores nas costas, lombalgias, melhora a postura, melhora o funcionamento do intestino, auxilia na recuperação pós parto e melhora a aparência do abdômen através do fortalecimento dos músculos e da diminuição da circunferência da cintura.
Os benefícios são muitos e lembre-se, após o parto, além de cuidar bem do seu filho, você precisa cuidar de você e melhorar a sua saúde!!!!

Quando pode ser iniciado? Após os 40 dias de repouso pedido pelo seu obstetra. 
Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje. Quanto mais cedo se inicia melhor é o resultado, principalmente na sua auto estima.

Quem pode auxiliar nesse exercício? Somente o fisioterapeuta especialista.


PROCURE POR UM FISIOTERAPEUTA PÉLVICO.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Você sabe quantos vezes vai fazer o xixi durante o dia? Será que está normal?

Você já parou para pensar ou até perceber quantas vezes vai ao banheiro pra fazer xixi durante o dia?! 
Pois é, a importância de ficar atento as idas ao banheiro é válida para todas as idades.



O ideal é ir ao banheiro de 6 a 8 vezes durante o dia e urinar em média 300 ml cada vez. Já no período noturno, ou quando se está dormindo, não há necessidade de ir ao banheiro exceto aqueles dias que se ingere muito líquido (cuidado para que não se torne rotina). Acima de 65 anos é considerado normal levantar 1 vez para urinar.

MAS ATENÇÃO!!!
Pessoas que vão menos que 5 a 6 vezes ao dia ou mais do que 9 vezes ao banheiro pode ter alguma disfunção ou pode gerar algum problema futuro.

Menos que 5 a 6 vezes:
Causas:
- infecções urinárias
- cistite
- perdas urinárias por transbordamento (não é tão comum, porém é causado por enchimento excessivo onde se demora pra esvaziar essa bexiga por diminuição da sensibilidade, ou seja, vontade de fazer xixi)

Mais que 9 vezes: (pode levar a uma piora da qualidade de vida, pois é uma pessoa que precisa estar sempre perto de um banheiro ou tem medo e receio de não ter algum)
- medicações;
- diabetes
- doenças neurológicas
- cistite
- hiperatividade da bexiga
- ansiedade

Bem, fato curioso não é?! 
Não deixe que isso seja só uma curiosidade e sim "atenção" de que isso não é normal e que pode causar alguns problemas.
A fisioterapia pélvica te ajuda a melhorar a qualidade de vida reeducando a forma correta quanto as idas ao banheiro entre outras, dependendo da sua necessidade.

Procure por um médico urologista e um fisioterapeuta pélvico.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Hábitos Diários e a Incontinência Urinaria

Saiu no jornal Folha de Londrina no caderno saúde uma matéria falando sobre a Incontinência Urinária. Foi entrevistado o grupo NAPPS, Núcleo de estudos do Assoalho Pélvico e Postura, após a semana mundial da Incontinência. 

Segue a entrevista na íntegra.

NAPPS

Hábitos diários e incontinência urinária

Sentar com a postura incorreta ou praticar exercícios de alto impacto são alguns fatores relacionados à perda involuntária de urina em mulheres



Um número alarmante e pouca informação. Falar sobre incontinência urinária (perda involuntária de urina) é envolver quase 10 milhões de brasileiros em um universo de dúvidas e constrangimento. 
Mas essa realidade pode ser transformada. No último dia 14, Dia Mundial da Incontinência Urinária (I.U), especialistas e sociedade em geral participaram de ações de conscientização sobre o problema, que é apontado pela Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (ABFP) como uma das novas epidemias do século 21. 
Tão importante quanto esclarecer sintomas e tratamento é apontar fatores de risco que nem sempre estão relacionados à idade. É o que revelam estudos apontados pela fisioterapeuta londrinense Débora Beckner, mestre em Ciências da Reabilitação e especialista em Reeducação da Postura e Períneo. 
Ela explica que há três tipos de I.U, sendo a de urgência, mais relacionada à idade; a de esforço, que está associada aos hábitos diários; e a mista, que apresenta os dois quadros. 
Segundo a especialista, há um entendimento de que a incidência da I.U de esforço é predominantemente superior em mulheres esportistas. De acordo com pesquisas, ao praticar uma atividade física de alto impacto e rendimento há um aumento da pressão intra-abdominal e, consequentemente, uma fadiga da musculatura do assoalho pélvico pela constante solicitação da atividade. 

"Os estudos começaram a pesquisar o porquê disso e concluíram que há uma relação com a estrutura anatômica do posicionamento do trato urinário feminino, que é mais baixo. Em esportes com saltos ou exercícios de contração abdominal máxima e repetitiva, a força provoca no assoalho pélvico um impacto três a quatro vezes maior que o peso corporal do atleta", afirma, destacando atividades como o Jump praticado nas academias e o atletismo.
De acordo com Débora, o estudo da pesquisadora americana Ingrid Nygaard, na área de Uroginecologia e Cirurgia Pélvica revelou "que avaliada a I.U em relação à atividade esportiva, observou-se a ocorrência em 38% das mulheres que praticavam atletismo, 36% para os exercícios aeróbicos, 21% em caminhadas, 16% no ciclismo e 12% na natação." 
Fonte: Google
Considerando ainda as atividades cotidianas, a fisioterapeuta cita que ficar muito tempo sentada em uma postura incorreta também pode ser prejudicial ao períneo porque este acaba não tendo um estímulo de contração. "Quando a mulher fica muito tempo sentada com a postura errada, vai deixando a musculatura inativa", sustenta. 
Vale ressaltar, entretanto, que é importante estar atento aos sintomas e conversar abertamente com o médico sobre o assunto, uma vez que há outros fatores de risco, como idade, obesidade e uso de medicamento, além da frequência e intensidade dessas práticas esportivas. 
"A expectativa é que, em um futuro próximo, médicos e fisioterapeutas estejam em uma ligação mais estreita com os atletas para o diagnóstico precoce e prescrição de um programa preventivo e curativo, por meio de tratamentos e terapias de fortalecimento específico do períneo", completa.
Micaela Orikasa

Reportagem Local